Tenho acompanhado alguns percursos, que nenhum é o meu, a não ser o de traçar o caminho de quem me guia. E percorrendo o meu próprio, e percorrendo o dos outros, meio de longe, fica claro que, qualquer percuso é solitário.
E ainda me deparo com este desamparo, que se faz avassalador no sofrimento de alguns e que se põe exposto, mas invisível, no que se vem chamando de redes sociais. Não as aguento por muito tempo.
Todos fazemos amigos novos, pelo menos, a cada dia. Fico impressionada. Mas, se um amigo vem nos falar de algo que lhe importa, bom, isso pouco nos importa. Prefiro ficar com meu desamparo.
Mas nem só de amor se vive, então, quando me perguntam se tenho orkut, respondo que tenho TUDO. Porque tenho mesmo.
E absolutamente nada nos dá a garantia de que o percurso não será solitário.
De que ninguém tem ingerência sobre ele.
De que o outro não está ali, onde imaginávamos.
Talvez só onde algo é falado se possa ter um sossego e se ter um acompanhante de percurso.